segunda-feira, 15 de junho de 2015

Parque Metropolitano Simón Bolívar

O Parque Metropolitano é gigante, é o maior parque de Bogotá, mais extenso que o Central Park de Nova York, ele conta com cerca de 400 hectares divididos em vários parques, tanto que os habitantes tendem a se referir a cada um deles de forma diferente e não os associam com a imagem de somente um “megaparque”. 


Os parques que fazem parte do Parque Metropolitano são:
* Parque dos Namorados: é um parque florido com um lago que pode ser percorrido em pedalinhos;
* Jardim Botânico José Celestino Mutis: é o maior jardim botânico da Colômbia. A flor de Mutis é o emblema desse jardim e possui uma cor vermelha muito forte;
* A Praça dos Artesãos: Aqui você irá encontrar todo o tipo de artesanato local. É o lugar ideal para comprar recordações da viagem;
* Museu das Crianças: é um espaço para conhecer mais sobre ciência, cultura e tecnologia de forma divertida com jogos interativos;
* Parque O Salitre: um parque de diversões com brinquedos pensados para o público infantil, adolescente e família. Uma parte do parque possui jogos impactantes como a montanha russa, o castelo do terror, etc.




Atualmente, o Parque Simón Bolívar é considerado o "pulmão da cidade", principalmente pelo fato de estar localizado no coração de Bogotá e também por sua vasta vegetação.


No dia que fomos ao parque não tivemos muita sorte, pois começou a chover logo cedo em Bogotá e não parou, para quem não sabe, lá podemos experimentar a sensação de todas as estações do ano em um mesmo dia. Então passear com chuva pelo parque não tem muita graça, assim paramos na praça de alimentação que há em um dos segmentos, comemos a tradicional empanada colombiana feita com massa de farinha de milho e recheada com carne e zarpamos pra o shopping Gran Estación, que fica ao lado do Parque. 




Passamos novamente pelo Parque de táxi quando fomos para o aeroporto rumo à Cartagena no domingo e as atividades ao ar livre eram intensas, um dado interessante é que por lá várias ruas são fechadas aos domingos para incentivar a prática do pedal, então eu creio que o Parque Simón Bolívar deva ser um ótimo lugar a ser visitado, mas no dia certo e com boas condições climáticas. 

Nem todas as fotos deste blog são de minha autoria, caso deseje os créditos por alguma foto ou a sua remoção favor encaminhar e-mail para: crisianiii@hotmail.com

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Parque Virrey

Ficamos hospedadas quase em frente ao Parque Virrey, então passávamos por ele todos os dias para irmos até a estação do Transmilênio, afinal conhecemos grande parte da cidade utilizando o transporte público que é barato, seguro e inspirado no sistema de tubos da cidade de Curitiba.


O Parque Virrey que é um dos mais conhecidos da zona norte da cidade de Bogotá. É um parque linear que está entre a Carrera 7 e a Carrera 15 e que, além da ciclovia, possui zonas de descanso, zonas para prática de exercícios físicos, caminhos de pedestres e um ambiente muito agradável e arborizado.


O local é ideal também para apreciar as lindas flores colombianas já que possui uma pequena praça que comercializa as mais belas espécies. 


Vale a pena alugar uma bike e pedalar pelo local, há um sistema de empréstimo de bicicletas nos pontos extremos do parque, o único problema é que não se pode sair dos limites do parque com elas, mas mesmo assim adoramos a experiência de poder pedalar por um lugar tão agradável. Sem sombra de dúvida o Parque Virrey é um ótimo lugar para visitar em Bogotá. 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Museu Botero

O Museu Botero é parada obrigatória para quem visita La Candelária ou Centro Histórico de Bogotá, além de reunir as obras de Fernando Botero há exposições permanentes de obras de Picasso, Salvador Dali, Marc Chagall, Juan Miró, Edgar Degas, Henri Matisse, Claude Monet entre outras que foram doadas pelo próprio Botero e foi o máximo poder observar não apenas a infinita coleção "rechonchuda" que caracteriza o estilo do artista.




Eu me encantei até com a casa que abriga o museu, ela é muito fofa, aconchegante e receptiva, tudo é muito limpo e organizado e a vista para o Cerro Monsserate é fantástica.




Na entrada principal do museu está a escultura da mão gigante de Botero, mão gêmea da que está exposta no Passeio de Castellana em Madri. Na minha opinião uma das obras mais "fofas" de Botero é a Monalisa, e como as fotos são permitidas fotografei quase tudo.




Certa vez Botero foi questionado acerca da característica um tanto quanto obesa presente em toda a sua vasta obra, então ele respondeu que não pinta gordos, apenas quer preencher espaços e procura assim, exaltar a vida. Boa resposta não acham? 




A entrada é gratuita e o museu não abre nas terças-feiras, para quem tiver interesse vale à pena conhecer os museus da Casa de La Moneda que ficam ao lado do Museu Botero, aproveitar para provar a culinária colombiana já que nas proximidades há vários restaurantes típicos e com preços bem atrativos, e, é claro, visitar o Centro Cultural Gabriel García Márques que conta com uma biblioteca grande onde encontramos quase todos os livros do autor e onde se localiza o único espelho d'água artificial e em bom estado de conservação da capital colombiana, já que os que estão espalhados pelo centro histórico acabaram se tornando local de banho dos moradores de ruas, ocasionando a deterioração dos mesmos. 


terça-feira, 9 de junho de 2015

Catedral de Sal de Zipaquirá

A Catedral de Sal de Zipaquirá foi declarada Primeira Maravilha da Colômbia em 2007, e creio que faz jus ao título, especialmente quando valorizamos o trabalho dos escultores que ajudaram a esculpir essa maravilha.


Durante todo o passeio podemos observar diversos trabalhos esculpidos em rocha salina e que representam as quinze estações da Via Sacra, mas a grandiosidade maior de toda a Catedral está na cruz de seu altar, é a maior cruz de sal construída embaixo da terra, medindo 16m x 10m x 0,88. 


Dentro da Catedral há uma vasta zona comercial que vende souvenires e esmeraldas, vale a pena conferir, as peças são lindas. Há, ainda, um labirinto no interior da Catedral em que devemos escolher um dos três caminhos, cada caminho representa o grau de pecado da pessoa: muito pecador, pouco pecador e isento de pecados. Como sou um ser angelical por natureza escolhi o caminho do meio, escolhido por pessoas puras, isentas de pecado! Dessa eu me safei! 





Confesso que depois da visita que fizemos em Nemocón nada mais me surpreendeu, pois aquilo foi realmente lindo, mas também indico o passeio em Zipaquirá já que as minas possuem propostas diferentes. Seguem mais algumas fotos do nosso passeio: 





Outro fato que achei interessante, na entrada da igreja há uma homenagem a todas as nações, bandeiras luminosas são dispostas de tempo em tempo no teto demonstrando a cordialidade do povo colombiano, uma pena que não tive tempo para ficar esperando a bandeira do Brasil aparacer, mas, de toda forma, é um gesto bem receptivo com os visitantes de todo o mundo que visitam o local. 



Por hoje é só pessoal! Espero que tenham gostado!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Mina de Sal de Nemocón

Dois passeios imperdíveis para quem vai a Bogotá são para as Minas de Sal de Nemocón e Zipaquirá. É impressionante o que a ação humana aliada às maravilhas da natureza podem esculpir. Para não ficar um post tão extenso, falarei apenas sobre Nemocón, reservando outro especial para Zipaquirá. 

A Mina de Sal de Nemocón: 

Há 65 km de Bogotá se encontra um povoado chamado Nemocón, além de suas graciosas ruas possui uma Mina de Sal que acaba sendo a principal atração local.





A entrada custa 18.000 pesos colombianos (cerca de R$ 22,00) e incluí uma hora e meia de visitação guiada. A Mina de Nemocón serviu como cenário para o filme Los 33 que relata a história real dos 33 mineiros chilenos que no ano de 2010 passaram 69 dias soterrados em uma mina até conseguirem ser resgatados com vida. Eu não entendo muito de cinema, mas a previsão de lançamento do filme aqui no Brasil é para setembro deste ano.

 Réplica da capsula usada para o resgate dos mineiros no acidente de 2010 (cenário do filme).

Um dos magníficos espelhos d'água. 

Sal acumulado nas paredes da mina. 


Nos 200 anos de funcionamento da mina já se extraiu cerca de nove milhões de toneladas de sal, hoje ainda há mineiros trabalhando no local, mas ela funciona, principalmente, como museu. Suas principais atrações são os espelhos d'água, sendo que o maior do mundo encontra-se no interior da mina, a Capela da Virgem de Carmem, que é usada para casamentos dos casais que optam por algo diferente e exótico e ainda um cristal de sal de 1.600 kg, talhado em forma de coração pelo mineiro Miguel Sánchez em meados do século XX. O guia nos contou que quem faz juras de amor em frente ao coração permanecerá eternamente ao lado do seu amado, um tanto perigoso, então o lance é ter certeza da encrenca em que está se metendo, ou seja, se realmente quer passar o resto dos seus dias ao lado da criatura a quem direcionou as juras (rs).


 Maior espelho d'água do mundo

 Capela da Virgem de Carmem

Coração esculpido em rocha salina

As fotos não conseguem expressar a real beleza da mina, então a todos que pretendem ir a Bogotá fica a dica: vale a pena encarar essa aventura e conhecer esse lugar, tanto que seu slogan é: "El corazón de Nemocón vuelve a palpitar desde las entrañas de la tierra para el mundo". E embora tenham belezas e propostas distintas, achei um milhão de vezes mais linda e interessante que a Catedral de Sal de Zipaquirá, mas aguardem que logo contarei tudo sobre ela também. 


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Santuário e Cerro Monsserate

Um dos melhores passeios que fizemos em Bogotá foi a subida para o Santuário Monserrate, que está no cume da colina e é um importante centro religioso e de peregrinação, onde se pode, além de observar quase 200 imagens da Virgem, ter uma vista lindíssima de toda capital colombiana. 




A construção foi feita por Don Juan de Borja, Presidente do Novo Reino, na época da Colônia. É o lugar perfeito para almoçar ou até mesmo aproveitar o fim da tarde e jantar. Oportunidade, também, para tomar o tradicional chá de coca, já que o ar é bem rarefeito e foi o único local da Colômbia que sentimos os efeitos da altitude (3200 m acima do nível do mar), a caminhada não rende, a respiração fica difícil e o estômago começa a incomodar, mas com uma xícara de chá de coca, em questão de minutos todos os sintomas desaparecem. 




Há, ainda, um vasto mercado de artesanatos locais, onde podemos encontrar todos os produtos típicos da Colômbia, inclusive caixinhas de chá de coca, que é preparado juntamente com uma espécie de água escura, que lembra o nosso melado, o doce ameniza o amargo gosto da coca e deixa a bebida bem saborosa. 




Subimos o Cerro pela amanhã e aproveitamos para almoçar; existem dois restaurantes muito bons, o Restaurante Casa Santa Clara que é especializado em comidas tipicamente colombianos e o restaurante Casa San Isidoro - culinária francesa - escolhemos o segundo pelo fato da vista ser magnífica, e não nos arrependemos, pois a comida é fenomenal. 




Para chegar ao topo da colina pode-se ir a pé (o que é muito cansativo). O aconselhável é tomar o funicular ou o teleférico. O teleférico vai desde a cidade até a parte alta da colina em um trajeto de 880 metros, que se realiza em 7 minutos. O funicular, por outro lado, vai para o cume da colina. Quando fomos havia somente a opção de subirmos de funicular e descermos de teleférico, então pagamos uma tarifa de 14.000 COP (cerca de R$ 17,00) e encaramos a bronca (rs). 



A Daia aproveitou pra fazer uma prece dentro do teleférico (rs).

Como eu já mencionei, o passeio é fantástico, imperdível para quem visita Bogotá e rende fotos maravilhosas, aos que pretendem ir ou estão com viagem marcada vale a dica!