terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Travessia dos Lagos Andinos e Bariloche

Como estávamos em Puerto Varas decidimos conhecer também Bariloche, a distância entra as duas cidades é de apenas 302 km e pode ser feita via terrestre, mas optamos por fazer a travessia de barco, no famoso Cruce Andino, decisão mais que acertada, paisagens lindas e rica história. É o único cruzeiro que navega a região dos Andes, atravessa três lagos que são ligados por quatro seções terrestres. Pode ser feito tanto da Argentina para o Chile como o caminho inverso, e há a opção de fazer a travessia em oito horas ou com parada para pernoite em Peulla, o que não indicamos, pois é um vilarejo no meio do nada, sem nada para fazer, não há comércios, nem ruas, apenas um hotel muito lindo onde paramos para almoçar, pois é o único restaurante do local. Dormir em Peulla encarece muito o passeio e é realmente desnecessário. 



O passeio saiu de Puerto Varas com parada em Petrohué que fica na fronteira do Lago Llhanquihue, a seguir embarca-se com destino a Peulla para o almoço navegando pelo Lago de Todos los Santos, após o almoço atravessa-se a Cordilheira dos Andes pelo Lago Frías, sendo que saindo de Puerto Blest inicia-se a última navegação pelo Lago Nahuel Huapi,  de origem glacial banha Bariloche e é considerado o maior da Argentina (550 km2), chegando a Puerto Panuelo há um ônibus que nos leva até o hotel escolhido em Bariloche.



Chegando em Bariloche e como estávamos cansadas apenas bebemos um vinho e petiscamos algo no restaurante do hotel, muito bom por sinal (NH Bariloche Eldelweiss), para então no outro dia começarmos com gás total a busca de passeios pela região. A título de informação, leve Reais para Bariloche, é muito bem aceito nas casas de câmbio e também pelos cambistas de rua, são bem confiáveis e não tivemos problema algum. Fechamos nossos passeios pela Turisur, iniciamos pelo Circuito Chico, que é fundamental para conhecer toda a cidade, no outro dia fomos de barco até o Bosque de Arrayanes e por fim fomos de carro até San Martin de Los Andes, para conhecermos a Rota dos Sete Lagos. 

No topo do Cerro Campanario

Vista do Hotel Lhao Lhao, Parque da Capilla de San Eduardo

Uma dica: o passeio para o Bosque de Arrayanes é o tal do pega turista trouxa, é um besteirol sem fim, caminhar no meio de um mato de árvores nativas, onde o destino final é a famosa Casa do Bambi, que os argentinos teimam em dizer que foi usada de inspiração por Walt Disney para criar a casinha de Bambi (desenho animado); reza a lenda que Walt Disney escreveu uma carta de próprio punho para a Argentina desmentindo tal versão, então cada um acredita no que lhe convém. Claro, a vista do lago que temos do parque é muito linda, mas é um lugar com zero infraestrutura, cafeteria fechada e realmente sem nada para fazer. E por azar choveu e o passeio só valeu para passarmos frio, quando poderíamos ter ficado no centro de Bariloche aproveitando as lojas de chocolate, as cervejarias e as wine stores.

 Casa do Bambi


O passeio de carro até San Martin de Los Andes foi o ponto alto da nossa ida a Bariloche, sendo que renderá um post exclusivo, é realmente fantástico, se tivéssemos pesquisado mais com certeza não nos hospedaríamos em Bariloche e sim em San Martin, claro que Bariloche tem todo aquele charme, os bons restaurantes, a vida noturna agitada, as estações de ski no inverno, mas nada, absolutamente nada se compara aos encantos da pequena cidade de San Martin de Los Andes. 



Foi realmente encantador conhecer Bariloche no verão, se é que podemos chamar de verão os dias frios, com ventos gelados que quando estava quente os termômetros marcavam 6 graus Celsius, mas a paisagem da época do degelo das montanhas é realmente encantadora e vale a pena. Sobre onde comer em Bariloche farei post específico, bem como sobre o Passeio pela Ruta 40 e a Ruta de Los Siete Lagos. 

sábado, 19 de janeiro de 2019

Experiências Gastronômicas em Puerto Varas

Geralmente eu e a Daia tiramos mais tempo para procurarmos pontos gastronômicos pelo mundo, em Puerto Varas, como havíamos programado muitos passeios não garimpamos muitos restaurantes, pois logo de cara encontramos o Club Alemán e somos loucasssss pela culinária alemã, então almoçamos duas vezes lá, nos demais dias comíamos durante os passeios, como foi o caso de Cochamó e da escalada no Osorno. O Club Alemán é o típico restaurante alemão, todo característico, toca músicas alemãs o tempo todo e o cliente pode optar pelo a la carte ou pela sugestão diária do chef. Claro que escolhemos a primeira escolha. Vocês não acreditam no que são as bratwurst e o chucrute servidos, sério, nos esbaldamos! Além das cervejas tradicionais tem pisco, claro que eu fui na segunda opção, sou louca por pisco sour! 




Procurando um café ou um bom chá? Indico dois lugares o Cassis e o Mawen, ambos possuem variada carta de cafés, chás, guloseimas, salgados e o Cassis ainda tem gigantesca carta de vinhos, quando fomos no Cassis serviu como café da tarde e jantar, pois é tudo muito bem servido, tivemos sorte de pegar uma mesa logo na chegada, pois está sempre lotado, pois é o mais tradicional da cidade, já no Mawen eu tomei chá de jasmim, iguaria local, fabuloso!

Crepe de Filé e Irish Coffee do Cassis
Cassis
Chá de Jasmim e Bruschettas do Mawen

E para o bom e tradicional Happy Hour eu indico o El Barista, era na esquina do nosso hotel, tem os melhores drinks, e vale também pedir a seleção de empanadas ou uma boa picada, ambiente descontraído é onde a galera se encontra no fim das tardes geladas de Puerto Varas. 




Fomos ainda no Pub Puerto Varas, que tem um deck maravilhoso com vista espetacular do lago Llanquihue, ótimo para assistir ao pôr do sol que inicia lá pelas 21:30, peça uma taça de um bom Carménère  ou uma tulipa de alguma cerveja artesanal local para acompanhar, não existe nada melhor, certo? 


22:00 horas

E para os apreciadores de salmão por favor sempre incluam o peixe em seus pedidos, afinal o Chile é famoso em servir os melhores e sempre frescos, não importa se grelhado, patê ou carpaccio, é decisão acertada sempre. Vocês devem estar pensando: imaginem se as loucas tivessem procurado bons lugares (risos), pois é, não deu tanto tempo assim. Espero que tenha ajudado todos que pretendem visitar Puerto Varas. Enjoy it!

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Puerto Varas

Dezembro, "Rio 40 graus, purgatório da beleza e do caos" e o Mundo de Crisi que atualmente é o Mundo das Irmãs Graboski decolou para uma viagem muito gelada que incluiu Puerto Varas, travessia dos Lagos Andinos e Bariloche. Puerto Varas fica localizada ao sul de Santiago no Chile (+- 960 km), e a forma mais fácil de chegar até lá é pegar um voo até Puerto Montt e depois optar por seguir de carro alugado, transfer ou transporte público até Puerto Varas, a distância entre as duas cidades é de 25 km. 

Pôr do Sol em Puerto Varas

Como optamos por fechar os passeio daqui do Brasil - Só Viagens Turismo, falem com o Cristo, ele é demais - ao chegarmos em Puerto Montt já saímos direto para Frutillar, uma pequena e encantadora cidade; de origem alemã tem um charme todo especial, à beira do Lago Llanquihue podemos ter uma vista espetacular do vulcão Osorno, aproveitamos para caminhar, tirar fotos e degustar um pouco das famosas cucas alemãs, antes de seguirmos a Puerto Varas.




Após o passeio em Frutillar fomos para Puerto Varas, onde ficamos hospedadas num encantador Hotel em estilo alemão - Weisser Haus - bem no centro da cidade, próximo dos melhores restaurantes e pubs, próximo da avenida central o que nos permitia fazer tudo a pé. A costaneira que margeia o Lago Llanquihue é ótima para passear e andar de bicicleta, é onde tudo acontece, feiras de artesanatos, músicos ao ar livre, bem como onde há a famosa escultura da Princesa Licarayen, e como sou a louca das estátuas, claro que não parei de atormentar até não ir visitar Licarayen (pesquisem sobre a lenda da princesa, é muito linda).  



No dia seguinte iniciamos os passeios contratados, o primeiro foi até a charmosa cidade de Cochamó, parecia cenário de filme, e embora o seriado Once upon a time ter sido gravado no Canadá eu juro que em Cochamó me senti na floresta encantada da Rainha Má (risos).




O ponto alto da nossa estadia em Puerto Varas foi o terceiro dia, que resolvemos fazer o trekking no vulcão Osorno, por onde você passar verá Osorno, então por que não escalá-lo? E lá fomos nós numa exaustiva caminhada de 1,4 km (meu celular marcou 84 andares de subida, é muito inclinado mesmo), andando por rochas e areia vulcânicas, foi muito cansativo, as pernas sofrem muito, mas valeu a pena, a vista do topo do vulcão é incrível. Sua cobertura de chantilly, como muitos se referem, pode ser vista em qualquer época do ano, pois sua cratera está totalmente fechada pela densa camada de neve; a título de curiosidade, ele está adormecido desde 1869. 



As fotos não conseguem transmitir a beleza local, eu sempre digo a todos que sou muito suspeita em falar, pois eu realmente adoro o ecossistema chileno, com essa já são quatro idas ao país. Para não ficar muito longo e cansativo, farei outro post sobre onde comer e beber em Puerto Varas, mas antes de finalizar este quero agradecer ao Cristóvão, nosso guia chileno, ele tem uma agência nota 1000, a Só Viagens Turismo, muito prestativo e dedicado foi fundamental para nos incentivar a irmos até o fim do Osorno, quem precisar é só contatar por whatsapp que ele responde rapidinho e como nasceu no Brasil fala português. Fechamos com ele também o transfer do aeroporto ao hotel (passando antes por Frutillar). Fiquem agora com mais algumas fotinhos de Puerto Varas: 





Ah quase esqueço de informar que em Puerto Varas, nesta época de ano (dezembro), anoitece perto das 22h, então mesmo depois de um dia cheio de passeios pode-se aproveitar muito... comprar, comer e curtir a "noite"! Um lugar que amei conhecer!

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Restaurante George III - Gramado

Se existe algo que eu não canso de fazer nesta vida é viajar para Gramado na Serra Gaúcha, todas as vezes que fui fiz coisas diferentes, sempre há novidades e desta vez visitamos, além do Hard Rock Café, o Restaurante George III e garanto, foi uma experiência única. 




O restaurante tem como inspiração o Palácio de Buckingham, e oferece, além de pratos da cozinha internacional, um bar com drinks e coquetéis  - inclusive com uma generosa carta de vinhos. A maioria dos pratos e sobremesas são inspirados na culinária inglesa e o principal é o famoso filé Wellington. 




O local oferece um salão para eventos e  um espaço reservado para pedidos de noivado, um sonho de consumo, e o mais interessante que conversando com um dos proprietários ele me falou que em momento algum esteve em Londres, eu fiquei impressionada porque a decoração é perfeita, tudo feito com base em inúmeras pesquisas, além da criatividade dos arquitetos. 




A riqueza dos detalhes, incluindo uma réplica perfeita da coroa da Rainha Elizabeth II vinda diretamente de Londres, me deixou encantada, pois como muitos sabem sou grande fã da realeza britânica. Então quando visitarem a Serra Gaúcha o Restaurante George III é parada obrigatória, vocês não irão se arrepender. Por precaução fizemos reserva, aquela noite ele estava pouco movimentado, mas geralmente lota, então é sempre bom se prevenir! E, para maiores informações clique aqui

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Templo Budista Chagdud Gonpa Khadro Ling

Na nossa ida a Três Coroas, além de conhecermos o maravilhoso Espaço Tibet, tema do post anterior, visitamos também o Templo Budista Chagdud Gonpa Khadro Ling, que é a grande atração da pequena cidade gaúcha, que fica cerca de 18 Km de Gramado. 




O lugar é muito legal, tirando o fato de termos escolhido o dia errado, pois como era feriado estava lotado de turistas o que atrapalhou bastante a nossa visitação, pois o ser humano é algo difícil de ser entendido, as pessoas simplesmente paravam em frente aos monumentos para conversar e tomar chimarrão, sendo que o templo é repleto de lugares verdes e árvores onde se pode estender uma toalha e sentar para fazer essas coisas, sendo totalmente inconveniente a prática de atrapalhar as fotos dos outros. Inclusive algumas pessoas levam cadeiras para sentar em meio a natureza. 


O lugar vive basicamente de doações e a maioria das pessoas responsável pela conservação do templo vivem lá. Não conseguimos visitar o interior do templo budista porque estava acontecendo um retiro com diversos adeptos, o que foi uma pena. 




A riqueza dos detalhes das esculturas é fenomenal! As rodas de oração e algumas partes do templo estão mal conservadas, a grama muito alta e descuidada o que é lamentável tendo em vista a grandiosidade de tudo. Antes de iniciar a visita é muito importante assistir ao vídeo explicativo; já na sala há uma caixinha para doações, e fique atento aos horários de visitação, eles fecham o estacionamento às 17h e não tem jeito, até um pouco antes deste horário começam a avisar aos visitantes que o local está sendo fechado. Pode-se levar animais. Para maiores informações clique aqui.   

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Espaço Tibet - Três Coroas

Feriadão e eu e a Daia caímos no estradão rumo a Três Coroas no Rio Grande do Sul.  Nossa missão: conhecer o templo budista e o Espaço Tibet - primeiro restaurante de culinária tibetana do Brasil. 


Como chegamos próximo ao meio dia, nos instalamos na pousada e já fomos almoçar no Espaço Tibet que funciona de quartas a sextas das 11h45min às 15h e nos sábados, domingos e feriados das 11h45min às 16h. O restaurante não trabalha com reservas, assim você chega e é colocado em uma fila de espera, na ocasião a fila estava em 45 min, mas nem vimos o tempo passar, pois o jardim do restaurante é tão lindo que ficamos explorando e aproveitamos para ir na loja de souvenires. 




O interior do restaurante é todo decorado no estilo tibetano, sendo que muitos dos móveis foram feitos pelo proprietário. Ogen é um tibetano refugiado que depois de escapar do Tibet e ter cruzado o Himalaia a pé em busca de liberdade, acabou vindo para o Brasil para ajudar na construção do Templo de Cotia - SP, lá conheceu a gaucha Adriana e juntos seguem até hoje no maravilhoso projeto que é o Espaço Tibet. A culinária que até então eu desconhecia me encantou de inicio, comida leve e saborosa. Além do chá de boas vindas, escolhemos um coquetel de frutas fenomenal para acompanhar a refeição. 





As fotos dos pratos não ficaram muito boas por causa da luminosidade interna, toda característica do Tibet é vermelha; a dica é pegar de entrada Momos ao molho de manjericão, um salada do chef e como prato principal Alu Tse, que são iscas de filé com legumes, de sobremesa escolhi Kusho Tse Tradicional, uma tortinha de maçã com castanhas, sorvete de creme e ganache de chocolate, uma delícia!


Minha opinião: O espaço Tibet é o ponto alto de Três Coroas, eu simplesmente me apaixonei e sempre que passar pela Serra Gaúcha pretendo almoçar lá, e para conhecer melhor todas as maravilhas que eles têm a oferecer clique aqui