domingo, 25 de agosto de 2019

Cidades Históricas de Minas

Feriado de Primeiro de Maio e decidimos fazer um passeio que há muito tempo programávamos - As Cidades Históricas de Minas. Nosso ponto de partida foi Belo Horizonte, onde nos hospedamos, de lá partimos para São João del-Rei, Tiradentes, Mariana e Ouro Preto e conhecemos um pouquinho da Capital Mineira também. Claro  que existem outras cidades históricas muito importantes, mas como nosso tempo era curto optamos pelas principais.




São João del-Rei: transite pela estrada real e chegue a uma das cidades mais encantadoras da nossa visita, por óbvio foi a que mais amamos, ela é uma das mais conservadas. Sua arquitetura barroca nos faz mergulhar na época da exploração do ouro no Estado, no século XVIII, lugar que exala arte, cultura e história. É a cidade natal de Tancredo Neves, que faleceu antes de tomar posse como Presidente da República, inclusive seu corpo foi velado na Igreja de São Francisco e Assis e está sepultado no cemitério que fica nos fundos dela. 




Ficamos a manhã toda passeando por lá, conhecemos outras igrejas históricas como a Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, construída em 1721, além do Memorial ao Presidente Tancredo Neves e o casario que até hoje é propriedade da Família Neves. São João del-Rei possui diversos museus e inúmeras manifestações culturais, suas ruas, pontes, chafarizes nos transportam ao passado e, sinceramente, queremos voltar para passar mais tempo por lá e usufruir todas as peculiaridades locais. 




Tiradentes: É aquela cidade aconchegante, pequena onde todas as atrações turísticas concentram-se no Centro Histórico, percorra suas clássicas ladeiras com suas casinhas coloridas, visites as Igrejas, em especial a de Santo Antônio que é linda e proporciona uma vista incrível da cidade, deixe o carro de lado e caminhe, caminhe muito, e no fim do percurso sentar em um dos diversos bares ao redor da praça principal é a melhor maneira de relaxar, tomar um bom chopp gelado e divertir-se com a movimentação das ruas. 




Definitivamente deveríamos ter passado a noite em Tiradentes, embora menos agitada que Ouro Preto é uma cidadezinha que tem bons restaurantes e vários bares legais e merece ser explorada com mais tempo.




Mariana e Ouro Preto: Duas cidades importantíssimas, Mariana que faz parte do nascimento do Estado de Minas, tendo sido sua primeira Capital no século XVIII, a maior cidade na extração do ouro durante o Império Português; e Ouro Preto, cidade que também é rica em cultura, igrejas lindas, e foi considerada fenômeno da extração do ouro, Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Poderia passar o dia elencando qualidades históricas, a importância de ambas é indiscutível, mas onde quero chegar? Na nossa decepção em visitarmos lugares históricos tão mal conservados. Nossa vontade era de chorar ao ver aquelas igrejas magníficas, interditadas por falta de conservação, um pecado! Verdadeiro descaso ao nosso passado, às nossas origens!





Na minha opinião o que deveria ser proibido em Ouro Preto é aquela quantidade de carros e ônibus que transitam e estacionam no Largo do Museu da Inconfidência Mineira, praticamente impossível tirar boas fotos, além de comprometer a segurança das pessoas e turistas que transitam pelo local. E sim, não deixem de conhecer o museu, ele é simplesmente fantástico, com acervos como parte da forca onde Tiradentes foi executado, bem como o processo que o condenou, e diversas obras de Aleijadinho. 




A Praça Minas Gerais em Mariana (e também cheia de vans e ônibus turísticos que estragam todo e qualquer registro) é onde conseguimos tirar a clássica foto das duas igrejas, a de São Francisco e Assis (interditada há mais de anos) e a de Nossa Senhora do Rosário, basta visitar a Casa da Câmara e Cadeia que ficam em frente e registrar, no meio está o Monumento Pelourinho. 




Foi meio corrido, pois como falei fomos em um feriado, não conseguimos curtir muito a Capital Mineira, mas mesmo assim é um passeio muito interessante, nós realmente gostamos, não entramos nas minas por conta da fobia, mas quem gostar pode arriscar fazer uma visita guiada em Ouro Preto. Minas Gerais é um Estado riquíssimo, vale a pena explorar, mas optem por hospedarem-se nas cidades históricas para aproveitarem melhor! E afastem aquele pensamento de que tudo é desgraça e rompimento de barragens, não mesmo, é um Estado de povo hospitaleiro e que tem muito a nos oferecer. Conheça Minas!

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Vale dos Vinhedos

Feriadão de Páscoa e nada melhor que pegar o estradão rumo ao lugar que considero como um dos paraísos na Terra, ainda mais para os amantes dos bons vinhos. O Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves é algo que sempre me surpreende, e por isso que é impossível não retornar, sempre vai ter aquela vinícola que você não conseguiu conhecer, ou outra que acabou de receber algum destaque e por aí vai...



A atmosfera do Vale é incrível, paisagens únicas misturam-se aos sabores dos vinhos e aos sabores gastronômicos, formando um cenário impecável. Nesta última ida eu e a Daia visitamos as vinícolas Cave de Pedra, Lídio Carraro e Milantino. A Milantino ofereceu degustação no hotel que nos hospedamos, gostamos tanto que no outro dia fomos até lá para conhecermos melhor e comprarmos os rótulos que apreciamos; na Cave de Pedra fomos porque queríamos conhecer a arquitetura, mas já adianto que os vinhos não nos surpreenderam. Agora o ponto alto mesmo foi a Lídio Carraro, economia familiar de qualidade indiscutível, que certamente agradará até mesmo os paladares mais requintados, nos ofereceu uma degustação maravilhosa em meio aos seus jardins, foi uma experiência única. 




Um dos grandes destaques na Lidio Carraro é o Dádivas Chardonnay, vinho premiadíssimo que está entre os prediletos da Rainha Elizabeth II, e consta na carta de vinhos do Palácio de Buckingham. Provamos sim e a nossa conclusão? Vossa Majestade realmente sabe o que é bom! Foi amor à primeira vista. 



Fato novo que acontece no Vale e que achei fabuloso é o Wine Garden, ocorre todos os sábados e domingos nos Jardins da Vinícola Miolo, Food Trucks vendendo taças de vinhos e comidinhas para acompanhar, vale a pena conferir! Eleja seu vinho preferido, compre algumas empanadas e escolha um lugar para sentar, curta o momento, aprecie a paisagem e o pôr do sol entre os vinhedos, você perceberá que esta é a vida que sempre quis... Eu ADOREI!




Um lugar completo, fabuloso, assim defino o Vale dos Vinhedos, perfeito para curtir em família, a dois ou entre amigos; e acreditem ele sempre surpreenderá independentemente da época do ano. O paraíso do sul do mundo. 


"Os vinhos são a poesia para o corpo e a canção para a alma." A. D. 


sábado, 16 de fevereiro de 2019

Ruta de Los Siete Lagos, Villa La Angostura e San Martin de Los Andes

Já inicio com o melhor dos elogios, sem sombra de dúvida o melhor passeio para quem estiver na região de Bariloche, alugue um carro ou feche o passeio em uma das agências de Bariloche e parta para um dia inesquecível pela Ruta de Los Siete Lagos. Eu e a Daia contratamos um motorista particular e ele nos levou, preço bom e liberdade para pararmos onde bem entendêssemos, caso alguém se interesse temos o contato e é só chamar. 




Entre paradas para observarmos as cachoeiras e os lagos, visitamos também a charmosa Villa La Angostura, toda florida e, tendo em vista a época do ano, decorada com motivos natalinos, um encanto, a meu ver mil vezes mais fofa que Bariloche. Localizada às margens do Lago Nahuel Huapi é considerada uma das vilas mais bonitas da patagônica.  





O passeio iniciou em Bariloche e o primeiro lago, por óbvio é o Nahuel Huapi que se estende até Villa La Angostura, aí passamos pelos Lagos Correntoso, Espejo Chico e Espejo Grande, Escondido, Falkner, Villarino e por último, já em San Martin de Los Andes, o Lago Lácar. 

Nahuel Huapi

 Espejo Chico

 Espejo Grande

 Falkner

 Villarino

 Correntoso

Lácar

San Martin de Los Andes - Lago Lácar

Como sempre costumo dizer, as fotos são incapazes de transmitir a beleza real das paisagens, foram momentos únicos! Paramos num bosque para conhecermos o famoso fungo Lhao Lhao, quem for para Bariloche vai ouvir muitas histórias sobre o fungo que deu nome ao famoso e luxuoso hotel da cidade. Visitamos ainda o Rio Ruca Malén, sua água verde esmeralda atrai muitos turistas, tanto para observar como para fazer picnic às margens do rio e também canoagem. 

Lhao Lhao

Ponte Velha do Rio Ruca Malén

Ruca Malén

Nosso único arrependimento, confessamos, foi ficarmos hospedadas em Bariloche e não em San Martin de Los Andes, gostaríamos de ter curtido mais a cidade que é uma versão menor, menos badalada e mil vezes mais linda que Bariloche, com rica gama gastronômica e paisagens de tirar o fôlego ficamos simplesmente apaixonadas pelo local, mas oportunidades não faltarão. 




A Ruta 40 é uma das principais da Argentina e com certeza retornaremos, partindo de carro desde o Brasil, para explorar melhor. Para finalizar, a título de curiosidade, são onze os lagos que se percorre de Bariloche a San Martin de Los Andes, sendo os acima mencionados os mais famosos. Espero que tenham curtido este pequeno resumo, até a próxima. 

Nem todas as fotos deste blog são de minha autoria, caso deseje os créditos por alguma foto ou a sua remoção favor encaminhar e-mail para: crisianiii@hotmail.com


terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Travessia dos Lagos Andinos e Bariloche

Como estávamos em Puerto Varas decidimos conhecer também Bariloche, a distância entra as duas cidades é de apenas 302 km e pode ser feita via terrestre, mas optamos por fazer a travessia de barco, no famoso Cruce Andino, decisão mais que acertada, paisagens lindas e rica história. É o único cruzeiro que navega a região dos Andes, atravessa três lagos que são ligados por quatro seções terrestres. Pode ser feito tanto da Argentina para o Chile como o caminho inverso, e há a opção de fazer a travessia em oito horas ou com parada para pernoite em Peulla, o que não indicamos, pois é um vilarejo no meio do nada, sem nada para fazer, não há comércios, nem ruas, apenas um hotel muito lindo onde paramos para almoçar, pois é o único restaurante do local. Dormir em Peulla encarece muito o passeio e é realmente desnecessário. 



O passeio saiu de Puerto Varas com parada em Petrohué que fica na fronteira do Lago Llhanquihue, a seguir embarca-se com destino a Peulla para o almoço navegando pelo Lago de Todos los Santos, após o almoço atravessa-se a Cordilheira dos Andes pelo Lago Frías, sendo que saindo de Puerto Blest inicia-se a última navegação pelo Lago Nahuel Huapi,  de origem glacial banha Bariloche e é considerado o maior da Argentina (550 km2), chegando a Puerto Panuelo há um ônibus que nos leva até o hotel escolhido em Bariloche.



Chegando em Bariloche e como estávamos cansadas apenas bebemos um vinho e petiscamos algo no restaurante do hotel, muito bom por sinal (NH Bariloche Eldelweiss), para então no outro dia começarmos com gás total a busca de passeios pela região. A título de informação, leve Reais para Bariloche, é muito bem aceito nas casas de câmbio e também pelos cambistas de rua, são bem confiáveis e não tivemos problema algum. Fechamos nossos passeios pela Turisur, iniciamos pelo Circuito Chico, que é fundamental para conhecer toda a cidade, no outro dia fomos de barco até o Bosque de Arrayanes e por fim fomos de carro até San Martin de Los Andes, para conhecermos a Rota dos Sete Lagos. 

No topo do Cerro Campanario

Vista do Hotel Lhao Lhao, Parque da Capilla de San Eduardo

Uma dica: o passeio para o Bosque de Arrayanes é o tal do pega turista trouxa, é um besteirol sem fim, caminhar no meio de um mato de árvores nativas, onde o destino final é a famosa Casa do Bambi, que os argentinos teimam em dizer que foi usada de inspiração por Walt Disney para criar a casinha de Bambi (desenho animado); reza a lenda que Walt Disney escreveu uma carta de próprio punho para a Argentina desmentindo tal versão, então cada um acredita no que lhe convém. Claro, a vista do lago que temos do parque é muito linda, mas é um lugar com zero infraestrutura, cafeteria fechada e realmente sem nada para fazer. E por azar choveu e o passeio só valeu para passarmos frio, quando poderíamos ter ficado no centro de Bariloche aproveitando as lojas de chocolate, as cervejarias e as wine stores.

 Casa do Bambi


O passeio de carro até San Martin de Los Andes foi o ponto alto da nossa ida a Bariloche, sendo que renderá um post exclusivo, é realmente fantástico, se tivéssemos pesquisado mais com certeza não nos hospedaríamos em Bariloche e sim em San Martin, claro que Bariloche tem todo aquele charme, os bons restaurantes, a vida noturna agitada, as estações de ski no inverno, mas nada, absolutamente nada se compara aos encantos da pequena cidade de San Martin de Los Andes. 



Foi realmente encantador conhecer Bariloche no verão, se é que podemos chamar de verão os dias frios, com ventos gelados que quando estava quente os termômetros marcavam 6 graus Celsius, mas a paisagem da época do degelo das montanhas é realmente encantadora e vale a pena. Sobre onde comer em Bariloche farei post específico, bem como sobre o Passeio pela Ruta 40 e a Ruta de Los Siete Lagos.