quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Praia do Rosa

Há cerca de sete ou oito anos nunca eu aceitaria a proposta de passar alguns dias em meio à natureza e num lugar tão rústico como a Praia do Rosa, mas como as mudanças são responsáveis pela nossa evolução aceitei o desafio e juntamente com minha parceira de viagem - Daia Graboski - "garrei" o estradão rumo ao Litoral Sul de Santa Catarina. 




Não vou negar que quando cheguei me assustei com a estrutura precária das ruas do povoado, mas tudo foi superado quando me deparei com as paisagens que podem ser observadas dos restaurantes e das trilhas. Eu e a Daia ficamos na Pousada Morro das Palmeiras, um lugar bem agradável, com cabanas individuais bem grandes, com varanda, rede e área de lazer com piscina, nossa cabana era tão grande que tinha lugar para doze hóspedes, então o lugar é ideal também para passar uma temporada com amigos ou familiares. 


No primeiro dia aproveitamos a manhã nublada e fomos fazer a Trilha da Praia Vermelha, entre altos e baixos subimos e descemos a montanha até encontrarmos uma vista fantástica e uma praia deserta e paradisíaca, eu que não sou acostumada com esse tipo de aventura achei a trilha tranquila, embora creia que em dias de sol seja bem difícil o percurso, por causa dos mosquitos e incidência solar, então prevenção é tudo, chapéu, óculos de sol, filtro solar, água e muito repelente. 




Após um dia de atividades intensas resolvemos jantar no, que na minha opinião, é o melhor restaurante do Rosa, o Tigre Asiático, especialista em culinária tailandesa (minha predileta) superou nossas expectativas, com certeza um lugar que vale a pena conhecer. 


Outros restaurantes que indico são: Restaurante Urucum e Lua Marinha, o primeiro fica no alto e tem uma das mais belas vistas da praia e o segundo fica às margens da Lagoa Ibiraquera, cada qual com seu charme e culinárias típicas agradam aos mais diversos paladares. 




Não importa a pretensão, passar férias, curtir trilhas selvagens, fazer um roteiro gastronômico ou apenas descansar, a Praia do Rosa é o lugar perfeito, estacione o carro no hotel e esqueça ele, tudo é pertinho e a intenção é essa mesmo, curtir pra valer a "vibe huts" que o pequeno povoado oferece. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O Mágico Povo de Tequila

Saindo de Guadalajara partimos para um passeio fabuloso rumo ao Pueblo Mágico de Tequila. Tudo na pequena cidade faz lembrar a famosa bebida mexicana, o cheiro das destilarias paira no ar.


A cidade é rodeada por plantações de Agave, cujas pinhas são usadas para fazer tequila desde o século XVI, aproveitamos o passeio para conhecer duas destilarias, cada uma com sua proposta, a primeira artesanal Tres Mujeres e a segunda La Rojeña, que fabrica a tequila mais famosa do mundo - Jose Cuervo.

 


Em ambas fizemos degustação de tequilas, provamos até um pedacinho da pinha do agave que lembra muito a nossa cana de açúcar; aprendemos que a Tequila é uma bebida que pode até trazer benefícios para a saúde, se soubermos comprar a certa e bebermos com moderação, afinal a tequila que somos acostumados a ver nos bares brasileiros serve única e exclusivamente para preparo de coquetéis e não deve ser tomada isolada, e é por isso que muitos atribuem à tequila suas piores ressacas. Tequila 100% agave não dá ressaca e não faz mal à saúde. 




Ao lado da Destilaria Jose Cuervo está a fábrica de pimentas Cholula, que na minha opinião, fabrica o molho de pimenta mais saboroso do mundo e vale a pena visitar para abastecer o estoque. 


Posso dizer que aprendemos muito nas duas destilarias, pois o passeio guiado esclarece muitas coisas, na Tres Mujeres tivemos contato mais próximos com as plantas, com as pinhas, com os tonéis de melado e na Jose Cuervo, após uma passeio pelo museu Mundo Cuervo, conhecemos todo o processo industrial da Tequila mais famosa do mundo, lá estão os carros usados no início da fábrica, tequilas reserva da família Cuervo e até um corvo de verdade que simboliza ela que se tornou a tequila mais querida por todos. 


 

Após os passeios tivemos um tempo para conhecer um pouco o povoado que é lindo! E não é à toa que é conhecido como Pueblo Mágico de Tequila, com clima bucólico e povo alegre encanta a todos e uma dica eu dou: hospede-se em Tequila, assim a cidade pode ser explorada com tempo.


Assim, O Mundo de Crisi encerra com chave de ouro o seu tour pelo México colonial.O México é um pais fabuloso, com uma cultura riquíssima e quem pensa que ele se resume a Cancún, festa, trago e foguete, está muito enganado, ele vai além, foi nossa terceira vez por lá e nos surpreendemos novamente, um lugar incansável e que certamente tem muito a ser explorado, faça como eu e a Daia - Visit Mexico y Hasta la vista! 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

#forçachape

No que pese meu total desinteresse pelo futebol, nesta hora tão trágica pela qual passa a nossa cidade o Mundo de Crisi não poderia ficar alheio à situação. Não há coração que aguente, independentemente de termos perdido familiares, amigos, perdemos seres humanos. Perdemos, acima de tudo, aqueles que traziam alegria ao nosso povo, pois não é de hoje que o esporte é o grande responsável pelos melhores momentos de nossa nação, tão martirizada por falcatruas políticas e manobras desonestas para garantir a manutenção do Poder. 


Independentemente de crenças e preferências o mundo se uniu numa corrente de fé e solidariedade para tentar confortar a população chapecoense, atitudes nobres que fizeram com que o Brasil percebesse a desnecessidade de ter tanto preconceito contra os demais povos da América Latina. Infelizmente precisamos de uma tragédia para termos essa lição, e a prova de tudo isso foi a maravilhosa e extremamente organizada homenagem vinda de Medellín, algo que certamente ficará gravado em nossas memórias e que seremos eternamente gratos. A consideração para conosco não elimina a dor, mas acalenta nossos corações.  


Eu sei que em momentos de perda não há palavras ou atitudes que confortem, mas o Mundo de Crisi se posta em oração para pedir a Deus luz, paz e força aos que ficaram, o nosso time não morreu ele evoluiu, pois ganhou reforços no Céu e acredito que voltará fortalecido para continuar dando orgulho ao nosso povo. Hoje somos um, hoje vestimos verde e branco, hoje e sempre seremos Chapecoense. 


Amigos, sigam em paz e que a luz perpétua os ilumine, saúde e boa recuperação aos sobreviventes e nós seguiremos, nos reergueremos e com a guarra do nosso povo demonstraremos que a Associação Chapecoense de Futebol veio pra ficar, porque afinal o VERDÃO É O TIME DE NOSSOS CORAÇÕES. #forçachape


Nem todas as fotos deste blog são de minha autoria, caso deseje os créditos por alguma foto ou a sua remoção favor encaminhar e-mail para: crisianiii@hotmail.com

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Guadalajara

De repente... Guadalajara! Sabem... vou contar uma breve história: quando eu era criança eu ouvia os discos de vinil de música mexicana de meus pais e pensava, ainda conhecerei Guadalajara! Eu gostava da pronúncia do nome, acho que o México sempre me atraiu, não é à toa que eu e a Daia já viajamos três vezes pra o berço das culturas azteca e maya. Mirabolâncias infantis ou não, eis que pisamos em Guadalajara. 




Até poucas décadas atrás, a Capital do Estado de Jalisco era uma plácida cidade provinciana, o surto industrial a transformou em uma metrópole moderna, sendo a segunda maior do México, perdendo apenas para a Capital Federal. Desembarcamos e após alguns contratempos conseguimos nos instalar e no outro dia tomamos um táxi para o centro histórico, que para a nossa decepção estava mal cuidado, sujo e, pra variar, a majestosa catedral estava em reforma (somos peritas em pegar grandes igrejas em reformas -rs), pois sabemos que ela é um dos destaques da cidade. Mas tudo bem, acontece em todas as viagens, então pegamos o ônibus turístico - Tapatío Tour e embarcamos para um lindo passeio rumo a Tlaquepaque.


Antes do destino final fizemos uma parada no Museo del Ejército y la Fuerza Aérea de Guadalajara - Cuartel Colorado, e nos impressionamos com a conservação de todo o acervo, em especial  das aeronaves. 




Quando chegamos a Tlaquepaque foi amor à primeira vista, hoje subúrbio da cidade  de Guadalajara, o local conserva todo o clima aldeão de outrora, com uma enorme variedade de cerâmicas, madeira, papel, metal e artesanatos em geral, é onde encontramos as Catrinas mais lindas do México, é lá também que estão alguns dos melhores restaurantes da metrópole e que agradam a todos os paladares. 


Nos finais de semana Tlaquepaque ferve, suas ruas coloridas recebem turistas e moradores que buscam entretenimento e boa culinária, um dos pontos de encontro favorito é o El Parián, com o título de maior cantina do mundo, reúne 47 restaurantes em volta de um pátio gigante com mariachis cantando ao centro. 




Guadalajara não é só isso, a noite da grande metrópole é atrativa e todos os caminhos levam a Chapultepec onde pubs e bons restaurantes fazem a alegria de todos, dentre os melhores pubs estão o York Pub e La Nacional Chapultepec, com cervejas artesanais, tapas (petiscos mexicanos) e música ao vivo, é claro. 


Geralmente, nas tardes de sábado, é montado um cinema ao ao livre no calçadão central de Chapultepec onde são exibidos filmes infantis, uma proposta bem interessante de levar cultura e diversão para toda população. Outra coisa que adoramos foi caminhar pelas grandes avenidas no domingo de manhã, aos domingos elas fecham e dão lugar aos esportes, caminhadas, corridas, ciclismo, tudo sem o perigo do intenso tráfego dos dias úteis, um exemplo a ser seguido.  


La Minerva - Guardiã de Guadalajara


E assim eu e a Daia nos despedimos de Guadalajara, uma cidade que impressiona e surpreende. Adios Guadalajara! Hasta la vista!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Festival Cervantino

Quando sentimos os primeiros aromas de Guanajuato percebemos que a cidade fervia, a Capital do estado, que leva o mesmo nome, com seu ar colonial e com seus suntuosos templos (alguns datam do século XVII) demonstrava, pela movimentação de carros e turistas, que algo maior estava acontecendo, então perguntamos ao taxista que, muito amável, nos explicou - era o dia que precedia a abertura do XLIV Festival Cervantino.




Guanajuato é a cidade sede do Festival Cervantino que acontece anualmente no mês de outubro e reúne artistas e turistas do mundo todo (os japoneses são os que mais apreciam o evento), é considerado um dos principais festivais de artes culturais do México e da América Latina, dando ênfase às criações artísticas da língua espanhola. Como o próprio nome sugere, o Festival foi nomeado em honra a Cervantes e oficialmente inaugurado em 1972.


Falando em Miguel de Cervantes, para os apreciadores de sua obra o Museu Iconográfico del Quijote é parada obrigatória, lá estão expostas centenas de obras de arte sobre o legendário Don Quijote de La Mancha, desde selos de correio até murais grandiosos, sem falar nos livros, é claro! Há uma livraria onde podemos adquirir as obras em língua original ou até mesmo nas demais que foram traduzidas. O maravilhoso e curioso acervo conta ainda com obras de Dalí, Picasso e Daumier. Vale a pena conferir. 




Ficamos pouco tempo em Guanajuato, exitem muitas atrações boas por lá, mas conseguimos explorar as principais e foi muito válido conhecer um dos palcos da luta pela independência mexicana. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Museu Casa Diego Rivera

A casa onde o famoso pintor e muralista Diego Rivera nasceu (1886) está localizada na cidade de Guanajuato e tornou-se um museu que exibe, além de alguns móveis originais, mais de cem obras e esboços de seus murais.




A visitação não é demorada, no primeiro piso estão os móveis e objetos do fim do século XIX, onde se manteve toda a área de convivência familiar, suas obras encontram-se em todo o andar superior. 




O museu fica aberto de terças a domingos e paga-se uma pequena taxa de manutenção, cerca de R$ 3,00. Eu confesso que esperava muito mais, achei meio sem graça, claro que tudo ficou "apagado" depois de conhecer o Museu de Frida Kahlo na Cidade do México em 2014, mas vale a experiência, afinal cultura nunca é demais.