quinta-feira, 25 de maio de 2017

Top of the Rock

Pois então querido leitores, hora de iniciarmos os relatos das nossas maravilhosas férias na Big Apple. Foram oito dias fenomenais e resolvemos explorar a cidade de um modo diferente, passamos sim pelas atrações principais e tradicionais, mas também exploramos os pontos que os novaiorquinos mais frequentam, passeios no estilo "like a local", afinal Nova York não é apenas Estátua da Liberdade e Central Park. 


Chegamos logo após ao meio dia em Nova York, fomos para o hotel e mesmo um pouco zonzas da viagem saímos explorar as redondezas. Como estávamos hospedadas perto do Rockefeller Center o complexo foi nosso primeiro ponto de partida, onde retiramos o carnê do New York CityPASS e já subimos para o topo do GE Building, onde fica um dos melhores observatórios de toda Manhattan. 



Um pouco de história: "O GE Building foi inaugurado em 1933, sendo um dos maiores arranha-céus da época, com 70 andares e 259 metros de altura. Em 1985, o prédio ganhou o título de prédio histórico de NY, o que o elevou ao patamar dos edifícios mais importantes da cidade. Entre os andares 67 e 70 do GE Building, se encontra o observatório Top of the Rock, um ponto turístico cada vez mais aclamado pelos visitantes nos últimos anos. Moderno e com uma estrutura impressionante, o local passou por um longo processo de reformas, finalizado recentemente em 2005, período no qual o observatório foi reaberto ao público, possibilitando uma visão ainda melhor e mais ampla da ilha de Manhattan." (Fonte: https://novayork.com/top-of-the-rock)



O observatório oferece vista de 360 graus e assim temos uma pequena noção da dimensão de Nova York, a cidade de mil atrações e que não dorme jamais. 


Quem já visitou Nova York no inverno teve a oportunidade de conhecer a pista de patinação montada no Complexo Rockeffeler, bem como a gigante árvore de natal, tradicional por lá. Mas agora em maio, como a cidade vive e respira a primavera o gelo deu lugar às flores coloridas e a um lindo e agradável restaurante ao ar livre, onde as pessoas aproveitam para apreciar suas taças de vinhos. Chique não? 



Ao visitar o complexo vale a pena dar uma passadinha na Loja da Lego para se encantar com as montagens perfeitas que fazem da cidade e também na majestosa Catedral de Saint Patrick, algo que remete a recordações de muitos filmes famosos gravados no local.



Antes de finalizar o post quero dar uma dica para quem pretende visitar Nova York: adquirir o New York CityPASS é um ótimo negócio, além de economizarmos cerca de 42% pudemos escolher quais as atrações que realmente nos agradavam, e em que tempo fazê-las, e tem pacotes para todos os gostos, basta escolher o melhor e se jogar na aventura.


Esta foi a pitadinha inicial das nossas férias em NY, aguardem que temos muitas histórias e dicas maravilhosas para passar. 

sábado, 4 de março de 2017

Ilha do Campeche

Não é de hoje que a Ilha da Magia me surpreende, é um dos poucos destinos que eu não canso de retornar, simplesmente pelo fato de valer a pena. E neste início de ano não foi diferente, fazia tempo que eu e a Daia queríamos conhecer a Ilha do Campeche, mas por questões de mobilidade nunca conseguíamos, afinal Florianópolis ferve na alta temporada de verão. Foi então que encaramos o desafio de atravessarmos a Capital para conhecermos um dos lugares, que na minha opinião, é um dos mais lindos do mundo - a Ilha do Campeche!

(Praia da Armação - saída do barco para a Ilha)

Como já citei acima, locomover-se em Florianópolis no verão, em especial no feriado de Carnaval, é algo complicado, então optamos por contratar o passeio numa agência de viagens o que foi uma decisão acertada, pois quando chegamos na Praia da Armação para pegarmos o barco para a Ilha do Campeche muitas pessoas voltavam pra casa, pois não haviam feito reserva e a capacidade da Ilha já estava esgotada - são permitidas 800 pessoas por dia. 




Quando chegamos o tempo estava meio nublado, mas logo abriu e revelou a real beleza de tudo, eu me senti no Caribe, o mar é transparente, e como a Ilha é local de preservação ecológica, tendo em vista as transcrições rupestres que constam nas rochas, aproveitamos a oportunidade para escolher uma das trilhas guiadas e assim apreciar detalhadamente as maravilhas naturais.




Escolhemos a Trilha da Pedra Fincada, pois como as saídas dos barcos são agendadas estávamos com o tempo curto. Aliás, alguns aspectos relevantes para quem pretende visitar a Ilha devem ser frisados: não há lixeiras no local, então todo lixo produzido deve ser recolhido e levado embora juntamente com o visitante; os barcos que saem da Praia da Armação aguardam até 15h para retornarem e fique atento, pois só consegue-se retornar no mesmo barco da ida; há apenas um restaurante na Ilha do Campeche e não aceita cartão de crédito ou de débito, então se a intenção é almoçar ou petiscar, leve dinheiro; existem saídas de bote pela Praia do Campeche, esses sim aguardam até 17h para retornar; são várias as trilhas guiadas, programe-se e escolha a que mais lhe agradar e divirta-se!


Dicas válidas: leve repelente, filtro solar, chapéu/boné, óculos de sol, toalha, roupas leves e água. O passeio que contratamos custou R$ 130,00 incluindo transporte terrestre e aquático (ida e volta), saindo de Canasvieiras (norte da Ilha). O local não é indicado para quem tem crianças, pois não possui infraestrutura adequada para isso, afinal desgraçar-se em um barco com caixas de isopor, um milhão de sacolas, crianças a tiracolo além de ser um transtorno pessoal acaba atrapalhando todos os visitantes, vimos alguns casos e acreditem é uma DESGRAÇA, mas há quem se arrisque!




Todas as fotos aqui postadas são sem filtro, provando assim, que o lugar é paradisíaco, um passeio realmente fantástico e pretendemos voltar em baixa temporada para explorarmos com mais tempo todas as maravilhas que a Ilha do Campeche oferece e como a atuação humana é limitada a Ilha é um verdadeiro pedaço do paraíso na Terra. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Praia do Rosa

Há cerca de sete ou oito anos nunca eu aceitaria a proposta de passar alguns dias em meio à natureza e num lugar tão rústico como a Praia do Rosa, mas como as mudanças são responsáveis pela nossa evolução aceitei o desafio e juntamente com minha parceira de viagem - Daia Graboski - "garrei" o estradão rumo ao Litoral Sul de Santa Catarina. 




Não vou negar que quando cheguei me assustei com a estrutura precária das ruas do povoado, mas tudo foi superado quando me deparei com as paisagens que podem ser observadas dos restaurantes e das trilhas. Eu e a Daia ficamos na Pousada Morro das Palmeiras, um lugar bem agradável, com cabanas individuais bem grandes, com varanda, rede e área de lazer com piscina, nossa cabana era tão grande que tinha lugar para doze hóspedes, então o lugar é ideal também para passar uma temporada com amigos ou familiares. 


No primeiro dia aproveitamos a manhã nublada e fomos fazer a Trilha da Praia Vermelha, entre altos e baixos subimos e descemos a montanha até encontrarmos uma vista fantástica e uma praia deserta e paradisíaca, eu que não sou acostumada com esse tipo de aventura achei a trilha tranquila, embora creia que em dias de sol seja bem difícil o percurso, por causa dos mosquitos e incidência solar, então prevenção é tudo, chapéu, óculos de sol, filtro solar, água e muito repelente. 




Após um dia de atividades intensas resolvemos jantar no, que na minha opinião, é o melhor restaurante do Rosa, o Tigre Asiático, especialista em culinária tailandesa (minha predileta) superou nossas expectativas, com certeza um lugar que vale a pena conhecer. 


Outros restaurantes que indico são: Restaurante Urucum e Lua Marinha, o primeiro fica no alto e tem uma das mais belas vistas da praia e o segundo fica às margens da Lagoa Ibiraquera, cada qual com seu charme e culinárias típicas agradam aos mais diversos paladares. 




Não importa a pretensão, passar férias, curtir trilhas selvagens, fazer um roteiro gastronômico ou apenas descansar, a Praia do Rosa é o lugar perfeito, estacione o carro no hotel e esqueça ele, tudo é pertinho e a intenção é essa mesmo, curtir pra valer a "vibe huts" que o pequeno povoado oferece. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O Mágico Povo de Tequila

Saindo de Guadalajara partimos para um passeio fabuloso rumo ao Pueblo Mágico de Tequila. Tudo na pequena cidade faz lembrar a famosa bebida mexicana, o cheiro das destilarias paira no ar.


A cidade é rodeada por plantações de Agave, cujas pinhas são usadas para fazer tequila desde o século XVI, aproveitamos o passeio para conhecer duas destilarias, cada uma com sua proposta, a primeira artesanal Tres Mujeres e a segunda La Rojeña, que fabrica a tequila mais famosa do mundo - Jose Cuervo.

 


Em ambas fizemos degustação de tequilas, provamos até um pedacinho da pinha do agave que lembra muito a nossa cana de açúcar; aprendemos que a Tequila é uma bebida que pode até trazer benefícios para a saúde, se soubermos comprar a certa e bebermos com moderação, afinal a tequila que somos acostumados a ver nos bares brasileiros serve única e exclusivamente para preparo de coquetéis e não deve ser tomada isolada, e é por isso que muitos atribuem à tequila suas piores ressacas. Tequila 100% agave não dá ressaca e não faz mal à saúde. 




Ao lado da Destilaria Jose Cuervo está a fábrica de pimentas Cholula, que na minha opinião, fabrica o molho de pimenta mais saboroso do mundo e vale a pena visitar para abastecer o estoque. 


Posso dizer que aprendemos muito nas duas destilarias, pois o passeio guiado esclarece muitas coisas, na Tres Mujeres tivemos contato mais próximos com as plantas, com as pinhas, com os tonéis de melado e na Jose Cuervo, após uma passeio pelo museu Mundo Cuervo, conhecemos todo o processo industrial da Tequila mais famosa do mundo, lá estão os carros usados no início da fábrica, tequilas reserva da família Cuervo e até um corvo de verdade que simboliza ela que se tornou a tequila mais querida por todos. 


 

Após os passeios tivemos um tempo para conhecer um pouco o povoado que é lindo! E não é à toa que é conhecido como Pueblo Mágico de Tequila, com clima bucólico e povo alegre encanta a todos e uma dica eu dou: hospede-se em Tequila, assim a cidade pode ser explorada com tempo.


Assim, O Mundo de Crisi encerra com chave de ouro o seu tour pelo México colonial.O México é um pais fabuloso, com uma cultura riquíssima e quem pensa que ele se resume a Cancún, festa, trago e foguete, está muito enganado, ele vai além, foi nossa terceira vez por lá e nos surpreendemos novamente, um lugar incansável e que certamente tem muito a ser explorado, faça como eu e a Daia - Visit Mexico y Hasta la vista! 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

#forçachape

No que pese meu total desinteresse pelo futebol, nesta hora tão trágica pela qual passa a nossa cidade o Mundo de Crisi não poderia ficar alheio à situação. Não há coração que aguente, independentemente de termos perdido familiares, amigos, perdemos seres humanos. Perdemos, acima de tudo, aqueles que traziam alegria ao nosso povo, pois não é de hoje que o esporte é o grande responsável pelos melhores momentos de nossa nação, tão martirizada por falcatruas políticas e manobras desonestas para garantir a manutenção do Poder. 


Independentemente de crenças e preferências o mundo se uniu numa corrente de fé e solidariedade para tentar confortar a população chapecoense, atitudes nobres que fizeram com que o Brasil percebesse a desnecessidade de ter tanto preconceito contra os demais povos da América Latina. Infelizmente precisamos de uma tragédia para termos essa lição, e a prova de tudo isso foi a maravilhosa e extremamente organizada homenagem vinda de Medellín, algo que certamente ficará gravado em nossas memórias e que seremos eternamente gratos. A consideração para conosco não elimina a dor, mas acalenta nossos corações.  


Eu sei que em momentos de perda não há palavras ou atitudes que confortem, mas o Mundo de Crisi se posta em oração para pedir a Deus luz, paz e força aos que ficaram, o nosso time não morreu ele evoluiu, pois ganhou reforços no Céu e acredito que voltará fortalecido para continuar dando orgulho ao nosso povo. Hoje somos um, hoje vestimos verde e branco, hoje e sempre seremos Chapecoense. 


Amigos, sigam em paz e que a luz perpétua os ilumine, saúde e boa recuperação aos sobreviventes e nós seguiremos, nos reergueremos e com a guarra do nosso povo demonstraremos que a Associação Chapecoense de Futebol veio pra ficar, porque afinal o VERDÃO É O TIME DE NOSSOS CORAÇÕES. #forçachape


Nem todas as fotos deste blog são de minha autoria, caso deseje os créditos por alguma foto ou a sua remoção favor encaminhar e-mail para: crisianiii@hotmail.com

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Guadalajara

De repente... Guadalajara! Sabem... vou contar uma breve história: quando eu era criança eu ouvia os discos de vinil de música mexicana de meus pais e pensava, ainda conhecerei Guadalajara! Eu gostava da pronúncia do nome, acho que o México sempre me atraiu, não é à toa que eu e a Daia já viajamos três vezes pra o berço das culturas azteca e maya. Mirabolâncias infantis ou não, eis que pisamos em Guadalajara. 




Até poucas décadas atrás, a Capital do Estado de Jalisco era uma plácida cidade provinciana, o surto industrial a transformou em uma metrópole moderna, sendo a segunda maior do México, perdendo apenas para a Capital Federal. Desembarcamos e após alguns contratempos conseguimos nos instalar e no outro dia tomamos um táxi para o centro histórico, que para a nossa decepção estava mal cuidado, sujo e, pra variar, a majestosa catedral estava em reforma (somos peritas em pegar grandes igrejas em reformas -rs), pois sabemos que ela é um dos destaques da cidade. Mas tudo bem, acontece em todas as viagens, então pegamos o ônibus turístico - Tapatío Tour e embarcamos para um lindo passeio rumo a Tlaquepaque.


Antes do destino final fizemos uma parada no Museo del Ejército y la Fuerza Aérea de Guadalajara - Cuartel Colorado, e nos impressionamos com a conservação de todo o acervo, em especial  das aeronaves. 




Quando chegamos a Tlaquepaque foi amor à primeira vista, hoje subúrbio da cidade  de Guadalajara, o local conserva todo o clima aldeão de outrora, com uma enorme variedade de cerâmicas, madeira, papel, metal e artesanatos em geral, é onde encontramos as Catrinas mais lindas do México, é lá também que estão alguns dos melhores restaurantes da metrópole e que agradam a todos os paladares. 


Nos finais de semana Tlaquepaque ferve, suas ruas coloridas recebem turistas e moradores que buscam entretenimento e boa culinária, um dos pontos de encontro favorito é o El Parián, com o título de maior cantina do mundo, reúne 47 restaurantes em volta de um pátio gigante com mariachis cantando ao centro. 




Guadalajara não é só isso, a noite da grande metrópole é atrativa e todos os caminhos levam a Chapultepec onde pubs e bons restaurantes fazem a alegria de todos, dentre os melhores pubs estão o York Pub e La Nacional Chapultepec, com cervejas artesanais, tapas (petiscos mexicanos) e música ao vivo, é claro. 


Geralmente, nas tardes de sábado, é montado um cinema ao ao livre no calçadão central de Chapultepec onde são exibidos filmes infantis, uma proposta bem interessante de levar cultura e diversão para toda população. Outra coisa que adoramos foi caminhar pelas grandes avenidas no domingo de manhã, aos domingos elas fecham e dão lugar aos esportes, caminhadas, corridas, ciclismo, tudo sem o perigo do intenso tráfego dos dias úteis, um exemplo a ser seguido.  


La Minerva - Guardiã de Guadalajara


E assim eu e a Daia nos despedimos de Guadalajara, uma cidade que impressiona e surpreende. Adios Guadalajara! Hasta la vista!