terça-feira, 19 de junho de 2018

Tour Astronômico

O Deserto do Atacama -  considerado o mais árido do mundo - abriga noites de tirar o fôlego, com a paisagem considerada como "as noites mais estraladas do mundo" surpreende os turistas, pois o céu fica muito limpo em quase todas as épocas do ano. Tivemos a sorte de conseguirmos encaixar o tour astronômico, pois para que a lua, as estrelas e os planetas sejam bem observados não pode ser noite de lua cheia, pois sua luz é muito intensa. 


Conjuntamente, países da Europa, Chile, Estados Unidos, Japão e Taiwan uniram esforços para construir o ALMA - maior projeto astronômico do mundo. O telescópio formado por 66 antenas pode detectar luz em comprimento de ondas invisíveis ao olho humano, podendo também registrar imagens inéditas do nascimento de estrelas e galáxias nas primeiras etapas do Universo. Ele também pode estudar a distribuição das moléculas que se formam no espaço entre as estrelas. "A principal característica do ALMA é observar ondas milimétricas e submilimétricas – o que pouquíssimos telescópios conseguem. Normalmente, essas ondas são bloqueadas pela atmosfera, principalmente as moléculas de água. Por isso, o deserto do Atacama, um local muito seco e alto, foi o melhor lugar do mundo para sua construção”, disse Gustavo Rojas, astrofísico da Universidade Federal de São Carlos. (Fonte: clique aqui)


Não conseguimos visitar o ALMA, pois a fila de espera é de quase três meses (então quem pretender visitar o ALMA precisa se programar), mas fizemos um tour astronômico onde conseguimos observar Júpiter, Saturno e seus anéis, várias constelações e o ponto alto da noite -  a Lua - e o melhor, o astrônomo responsável tirou uma foto da lua via telescópio pelos nossos celulares. Uma experiência única, para ser vivida longe dos nossos flash de câmeras fotográficas ou celulares, algo para ficar marcado e só quem observou saber descrever o que vivenciou. Simplesmente fantástico. 

Nem todas as fotos deste blog são de minha autoria, caso deseje os créditos por alguma foto ou a sua remoção favor encaminhar e-mail para: crisianiii@hotmail.com

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Salar de Tara

Localizado a 160 km de San Pedro de Atacama numa altitude de 4.500 m está o Salar de Tara, saímos seis da manhã do hotel, pois a viagem seria longa, a programação foi: Mirante Licancabur, Moai de Tara, Monges de La Pacana, Laguna Diamante, Catedrais de Tara e como saímos super cedo, nossa primeira parada para degustarmos o tradicional café da manhã da Agência Araya Atacama foi com os Monges de La Pacana no semblante, simplesmente fantástico. 




Após o café e cheios de energia partimos para o ponto alto do passeio, As Catedrais de Tara e a Laguna Diamante, é muito importante frisar que esse passeio deve ser feito com uma agência, passamos muito tempo em meio a um deserto sem fim, onde apenas víamos areia pela frente, e nosso guia auxiliando o motorista da van sabia exatamente como percorrer o caminho para chegarmos aos pontos certos. 




O Salar de Tara está localizado na Reserva Nacional Los Flamencos e muitas vezes os funcionários que cuidam do local ainda não chegaram e precisamos recorrer ao banheiro inca, pois o banheiro da reserva é pago e dependemos da chegada dos funcionários para usarmos, mas tudo certo, aventura é o nome desse passeio. 




O passeio ao Salar de Tara geralmente é deixado para o último dia de deserto, principalmente pelo fato de precisarmos nos acostumar com a altitude, é um passeio que dura o dia todo e pela Araya Atacama inclui café da manhã e almoço, pelo valor de CLP 65.000 (cerca de R$ 390,00). Após passearmos pela reserva ecológica iniciamos nossa volta ao centro de San Pedro de Atacama, mas não sem antes pararmos no mirador para observarmos o famoso vulcão Licancabur. 




Certamente um dos passeios mais esperados no nosso tour pelo Deserto e que, como todos os demais, impressionou pela grandiosidade do ecossistema chileno, nos sentimos como formigas diante da imensidão da natureza e a partir de então aprendemos a ver tudo que nos cerca de forma diferente, com mais carinho e cuidado. Como já mencionei acima, seguimos para o almoço que foi servido lá pelas 16h no Restaurtante Bendito Desierto - resto-ar, que é uma boa opção para almoços, jantares e happy hour, principalmente pelo custo benefício. E viva o deserto!

sábado, 16 de junho de 2018

Termas de Puritama

Imaginem vocês, em pleno Deserto do Atacama considerado o deserto mais árido do mundo, eis que nos deparamos com um oásis, cheio de pequenas cachoeiras e piscinas de águas quentinhas, ideal para relaxar depois de dias de aventuras e atividades intensas. 




Há a opção de percorrer uma trilha trilha de 7km antes de desfrutar das águas "calientes" de Puritama, mas nós optamos por ir direto ao assunto, e lá relaxamos nas piscinas naturais e de águas transparentes. Fechamos o pacote com Araya Atacama, onde nos foi servido um coquetel maravilhoso regado a muito vinho, eles oferecem toalhas, mas há empresas que fornecem roupões também, o que acho válido, porque de uma piscina para outra precisamos caminhar e é um pouco frio, mas mesmo assim não tenho do que reclamar, pois a agência Araya Atacama foi muito eficaz em todos os passeios que fizemos com eles. 




Passamos a manhã nas termas e foi uma ótima escolha, pois conforme  o dia vai acabando o frio vem, este foi outro passeio que fechamos lá. Inicialmente não havíamos nos interessado, mas pelos relatos e experiências dos amigos que fizemos no Atacama, resolvermos ir, e foi uma decisão acertada, especialmente porque no outro dia teríamos muita estrada pela frente. 




São oito piscinas,seguimos a dica da nossa guia e começamos pela última que estava vazia, pois todo mundo se empolga e já entra de cara na primeira, assim conseguimos entrar e desfrutar de todas. O ideal é comprar o pacote para o último dia de deserto, assim você segue viagem ou volta para casa com as energias repostas. Dica: óculos de sol, boné e muito filtro solar. Uma experiência única, o blog indica!

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Caravana Ancestral

A cerca de 8 km do centro de San Pedro de Atacama está a pequena localidade de Ayllu de Coyo, onde eu, a Daia e o nosso amigo que conhecemos durante a viagem, o Henrique, realizamos um tour conduzindo lhamas pelo meio do deserto. Vou abrir um pequeno parênteses para falar das amizades que fizemos em cada viagem. Na minha opinião é uma das coisas mais fantásticas que existe, conhecemos pessoas do mundo todo, e o melhor, durante  as experiências mágicas que vivemos, e o Henrique foi uma dessas pessoas, logo de cara quando ele entrou na van para fazermos o primeiro passeio do Deserto já houve reciprocidade entre nós. Assim, acabamos fechando esse passeio com as lhamas nós três. 




Durante quase duas horas de caminhada conduzimos Moro, Blanquita e Tiri pelo Deserto, juntamente com a guia, moradora local de apenas 18 anos de idade que além de nos ensinar a conduzir lhamas, nos deu uma verdadeira lição de vida, com palavras que, certamente, ficarão gravadas pra sempre em nossas memórias.  




Caminhamos até o pôr do sol e ficamos impressionados com a consciência ecológica do povo chileno, no fim do passeio as palavras da guia -  que peço desculpa por não recordar o nome - nos emocionaram tanto que nossos olhos encheram de lágrimas, e o melhor de tudo, a lhama Tiri estava prenha e adivinhem qual vai ser o nome da pequena lhama que nascerá em breve? Sim, Crisi, os nativos conseguem identificar se o bebê lhama será macho ou fêmea, então, haverá uma lhama Crisi para os próximos passeios no deserto. 




No fim do passeio, como de costume, nos foi oferecido um coquetel com vinhos e aproveitamos para conversar um pouco mais ao pôr do sol, e logo voltamos para o centro de San Pedro, porque a noite caía e já estava ficando frio. Um passeio que eu não me interessei quando fechei os demais, mas que chegando no Atacama percebi que poderia ser válido e realmente foi, principalmente por tudo que ouvimos de uma jovem tão nova e ao mesmo tempo tão sábia.


quinta-feira, 31 de maio de 2018

Geyser El Tatio

Prepare-se para um madrugadão de muito frio, foi assim que começou nosso passeio até o campo geotérmico, a van do Araya Atacama passou nos pegar às 4 da manhã, já estava frio em San Pedro, mas nada comparado ao local onde ficam os geyseres, numa altitude de 4300 m, a temperatura marcava 10°C negativos, isso mesmo, muito frio para observarmos vapores e água em ebulição saindo da terra. 




Para observar melhor o vapor que sai da terra é necessário chegar muito cedo mesmo, porque com a baixa temperatura podemos ter uma experiência marcante, pois, a medida que a temperatura vai subindo o vapor vai diminuindo. Eu confesso que quando cheguei ao local achei meio nada a ver aquele vapor todo, mas depois ouvindo as explicações da nossa guia tudo ficou mais interessante, naquela altitude a água aos 80°C entra em ebulição formando um cenário impressionante. 


Há quem se atreva a entrar na piscina natural do parque, com água na temperatura de 30°C é uma maneira de "esquentar" o corpo, mas eu e a Daia não tivemos coragem de tirar toda nossa camada de roupas para encararmos a bronca, preferimos tomar um café da manhã com muito chá de coca (essencial para amenizar os efeitos da altitude). A título de informação, existem relatos de pessoas que caíram nas fontes de ebulição e sofreram queimaduras que ocasionaram suas mortes, então prudência nunca é demais, pois a segurança é meio precária ao redor das fontes. 




Após o café da manhã seguimos para o povoado de Machuca, onde provamos iguarias locais e tivemos nosso primeiro contato com as famosas lhamas, uma fofura! Como elas são domesticadas, são tratadas como pets pelas famílias locais e, pelo valor de 3000 pesos podemos tirar fotos com aquela que estiver sendo exibida pelo seu dono. Um encanto. 


Essa pequena lhama tinha apenas 3 meses de vida, e já estava toda enfeitadinha ajudando na renda familiar de seu dono. E assim chegou ao fim outro passeio fenomenal pelo encantador Deserto do Atacama, um ecossistema único que não cansa de nos impressionar!

sábado, 19 de maio de 2018

Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas

Outro passeio marcante pelo Atacama. Com altitude máxima de 4.300 metros, a dica de ouro é bebericar chá de coca durante o percurso e água, muita água. Antes de irmos observar as Lagoas Miscanti e Meniques, Salar de Talar (Pedras Vermelhas) e  Laguna Tuyacto, fizemos uma parada para um delicioso café da manhã, sempre com paisagens de tirar o fôlego. 




A parada técnica para o café da manhã é feita por vários grupos na Laguna Tuyajto, tivemos a sorte de chegar bem cedo e sermos o único grupo, assim aproveitamos bem, tiramos fotos e degustamos o café da manhã com o magnífico azul turquesa do lago com as montanhas no semblante, foi algo mágico.

Eu já falei que me impressionei com a consciência ecológica do povo chileno, sempre respeitando os limites impostos para chegar perto das lagoas, tiramos fotos lindas e nos impressionamos com a riqueza da natureza. Em seguida partimos para o mirador da Laguna Miscanti, onde tivemos uma verdadeira aula sobre preservação ecológica do nosso guia Jesus. 



O percurso por toda a estrada já é uma verdadeira atração, onde podemos observar montanhas nevadas e a fauna local, que é composta de muitas vicunhas, que são bichinhos como as lhamas, só que selvagens. Logo em seguida fomos para um dos pontos altos e mais lindos do passeio, a Laguna Miñiques, onde tirei a foto tão sonhada que eu sempre via nos blogs sobre o Atacama. 


E depois de tantas paisagens de tirar o fôlego - Piedras Rojas - que infelizmente, por imprudência de brasileiros foi fechado, e agora só podemos observar de longe, sempre foi proibido entrar na lagoa, e o que fizeram? Entraram na lagoa para fotos e aventuras e o parque foi fechado, por isso que é sempre muito importante respeitarmos os ecossistemas e principalmente as regras de cada país. Agora ninguém consegue usufruir completamente como quando estava aberto, mas mesmo assim foi uma experiência única. 






Com o fim do passeio nada melhor que um bom almoço, que foi oferecido pela agência Araya Atacama no Restaurante Bendito Desierto, no centro de San Pedro de Atacama. O passeio com café da manhã e almoço incluídos (e vinho, muito vinho), teve o custo de CLP 65.000 (sessenta e cinco mil pesos chilenos) por pessoa, além de CLP 5.000 (cinco mil pesos chilenos) para entrada nos parques. 


Com certeza, uma das expedições que não pode faltar para quem pretende curtir as belezas do deserto, e como aprendemos a dizer - Viva o Deserto!